Escola Normal: Patrimônio Histórico-Educacional de Uruburetama



"Nesta Escola Normal vamos portanto
Lembrando sempre alguém que trabalhou
Por essa terra de beleza e encanto
Quem por sua honradez muito a elevou"

Trecho do Hino da Escola Normal José Solon Thomé de Oliveira

Foto: Claudia Vasconcelos - Acervo: Kairo Mendes. Década de 90. 

A ESCOLA NORMAL RURAL JOSÉ SOLON THOMÉ DE OLIVEIRA, foi fundada ainda no século XX, no dia 06 de novembro de 1954, pelas irmãs e educadoras Profa. Iolanda Tomé de Oliveira e Silva (com formação em Filosofia) e Dra. Maria Dalva Tomé de Oliveira (farmacêutica), naturais de Uruburetama no estado do Ceará e filhas do Cel. José Solon Thomé de Oliveira e Olímpia Thomé de Oliveira. A escola foi fundada através da Sociedade Educadora de Uruburetama. Após 10 anos de funcionamento, precisamente no ano de 1964, o nome “RURAL” foi subtraído, passando a denominar-se ESCOLA NORMAL JOSÉ SOLON THOMÉ DE OLIVEIRA, em homenagem ao pai das fundadoras Cel. José Solon Thomé de Oliveira, que foi prefeito na cidade nos anos de 1941 a 1942. 


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 2020.
Profª. Iolanda Thomé de Oliveira e Silva


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 2020.
Profª Dra. Maria Dalva Thomé de Oliveira

O início de seu funcionamento se deu no atual Salão Paroquial do município, situado na Praça Soares Bulcão – Centro, cedido pelo o então pároco Mons. José Solon Teixeira. Na época, as salas de aula eram separadas por divisórias de madeira. Posteriormente o prefeito municipal e empresário José  Arimateia Barbosa em parceria com o senador cearense Virgílio Távora, adquiriram a mansão dos Ferreira Cunha, prédio onde funcionou a escola até o seu fechamento. O corpo docente era de uma dedicação incalculável, foram eles: Profª. Iolanda Tomé de Oliveira e Silva, Dra. Maria Dalva Thomé de Oliveira, Prof. Haussman Ferreira da Cunha, Profª. Margarida Barbosa de Vasconcelos, Mons. José Solon Teixeira, Prof. Paulo Ferreira da Cunha, Profª. Maria Avelanda Pinheiro Holanda, Tenente José de Arimateas Vasconcelos, Profª. Maria Haýdine de Paula (Didi) e Profª. Dra. Maria Heloína de Araújo Fonteles.

Foto: Prof. Paulo Mattos. 2020. 
Salão Paroquial  - Praça Soares Bulcão - Centro


Foto Acervo. 
Mansão dos Ferreira Cunha - Rua Farmacêutico José Rodrigues - Década de 50

A escola situava-se na rua Farmacêutico José Rodrigues, Nº 1331 - Centro. A trajetória da escola inicia-se no ano de 1954 e finaliza-se no ano de 2002 com 48 anos de história educacional no município de Uruburetama, cidade nordestina do estado do Ceará, Brasil. Essa trajetória foi marcada pelo um valor sentimental, educacional e religioso inestimável. Foram um pouco mais de 4 décadas de ensino, aprendizado e formação de professores que a instituição proporcionou aos seus educandos, seu último lema educacional foi "EDUCANDO COM AMOR", faixa pintada na frente do prédio da escola. Primava pela ética, educação e civismo. A instituição era filantrópica e em seu auge chegou a funcionar nos três turnos: manhã, tarde e noite e nas modalidades de Maternal, Educação Infantil, Fundamental I e II e Ensino Médio. No ano de 2020, fazem 18 anos de sua extinção, história ainda recente que está na memória dos ex-alunos, ex-professores, ex-funcionários, familiares de ex-alunos e moradores locais que lembram com muito carinho, nostalgia e uma esperança enraizada em seus interiores que um dia a escola possa voltar ao seu funcionamento dentro de um novo formato, mas com os ensinamentos, princípios e valores que a escola pregava.


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80. 

Para entender a história da escola é preciso fazer um link com o passado.  Historicamente, no estado do Ceará, a primeira iniciativa de constituição da Escola Normal da província do Ceará é datada a partir da Lei nº 91 de 5 de outubro de 1837 do então governo de José Martiniano Pereira de Alencar, com objetivo de formação de professores. Mas, diante de muitas dificuldades esse modelo de escola só viria ser efetivado em 1881, fato que foi noticiado e ganhou destaque pelos principais jornais da época. 

A instituição iniciou suas atividades escolares com o Curso Ginasial, atualmente Ensino Fundamental II e posteriormente o 2º Grau com Curso Profissional (Curso Normal) que preparava os alunos para o exercício do magistério contribuindo assim com o desenvolvimento cultural, social, crítico e profissional. Alunos dessa escola eram preparados para atuarem como professores na própria escola ou em outras diversas do município. Isso explica porque a instituição tem um valor educacional enorme para o município pois foi a pioneira e única nessa modalidade de formação de professores. Uma grande parte de docentes mais antigos e atuais da cidade que atuaram e atuam em escolas diferentes do município como professores, coordenadores escolares e diretores foram ex-alunos da Escola Normal e receberam formação acadêmica para tal função. É incalculável como o município foi beneficiado na área da Educação a partir dos ensinamentos da Escola Normal José Solon Thomé de Oliveira. A história da Educação da cidade está entrelaçada a história da Escola Normal.


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80. 


Outro fator importante é que a escola vivenciou todo o período da ditadura militar no Brasil bem como o período da redemocratização, a virada do século XX para o século XXI e o surgimento da internet. É bem comum relatos de ex-alunos na cidade sobre a repreensão ao mau comportamento, a escola adotavam castigos como cópias imensas no caderno, deixar o aluno por muito tempo em pé e até uso de palmatória (instrumento, geralmente de madeira, usado para castigar alguém com golpes na palma da mão). Ensinos e castigos escolares típicos do período ditatorial no Brasil. É preciso julgar dentro do contexto linear histórico. Em épocas em que investir em educação ainda era tido como um custo, nas primeiras décadas de funcionamento da escola, livros didáticos não eram acessível a todos, atividades e avaliações eram realizadas manualmente pelos docentes. Assim como alunos que moravam distantes em serras e distritos mais afastados da sede do município, transcorriam a escola a pé e posteriormente de bicicleta, meio de transporte mais acessível da época na cidade. 


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 70. 

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 26/09/1963.

O legado religioso que a escola deixou foi a prática da oração e da fé como instrumento do catolicismo, religião predominante em cidades interioranas e pelo contexto da época. Tendo em vista que o fenômeno do protestantismo ainda estava em evolução. Fundadoras e diretor escolar receberam educação Salesiana, escolas de cunho cristã fundadas por Dom Bosco. Em todos os dias letivos eram realizadas filas indianas no pátio escolar para a prática de orações. Ao som de um sino nas mãos do diretor que ecoava por toda a escola os alunos eram convocados a irem ao pátio para o momento cívico e de oração. Essas orações eram feitas por todos os alunos em vozes altivas, era preciso ter bem decorado na mente e escrito em cadernos para jamais esquecer. Uma das principais orações é de uma santa católica titulada Nossa Senhora Auxiliadora, santa a qual a escola rendia devoção. Uma das orações diárias realizadas nas filhas do pátio, organizadas pelos gestores e professores, a qual os alunos colocavam um braço de distância no colega da frente e do colega ao lado, era:


     Oração a Nossa Senhora Auxiliadora


Ó Maria, Virgem poderosa, 
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja, 
Tu, Auxílio maravilhoso dos cristãos, 
Tu, terrível como exército ordenado em batalha, 
Tu, que, só, destruíste toda heresia em todo o mundo: nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo; e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso. Amém!

   

Outro marco da escola era a Festa de Maria Auxiliadora, um evento não somente da escola, mas da cidade. Existia toda uma preparação antes da data. Os alunos tinham, por regra, um caderno com escrita específica com todos os cânticos e hinos que seriam cantados no dia do evento. Com um mês de antecedência, todos ensaiavam esses hinos todos os dias no pátio da escola. A festa, assim titulada pela a escola, acontecia no dia 24 de maio, dia dedicado a santa pela a igreja católica desde 1815. Historicamente, a santa ganhou a invocação de Nossa Senhora Auxiliadora ou Auxílio dos Cristãos pela uma invocação instituída pelo Papa Pio V no ano de 1571, após a grande vitória dos cristãos sobre o exército muçulmano no estreito de Lepanto, que era a porta de entrada para a Europa. A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, porém, se popularizou ainda mais no ano de 1862, com as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto, região da Úmbria, Itália, para uma criança de cinco anos. Nesse ano, Dom Bosco, tocado pela história das aparições, iniciou em Turim a construção de uma grande Basílica, dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora. A partir desse momento, Dom Bosco será o maior devoto e divulgador da santa.

O dia 24 de maio era uma data muito esperada por todos que compunha a escola. Por muitos anos, o dia era celebrado no interior da própria escola, outros anos celebrado na Igreja de São João Batista e algumas vezes em frente da instituição ou na Praça Coração de Jesus, localizada em frente a unidade escolar. Toda a comunidade local participava ativamente da celebração. No dia da festividade, alunos da escola tinham que estar com o uniforme impecavelmente brunido, luvas, boinas e quepes, enfileirados em total silêncio e com todos os cânticos decorados. A guarda de honra da escola era um destaque a mais no brilhantismo que a mesma demonstrava. Isso era uma marca e uma forma de vitrine da escola para a comunidade local. O principal hino e ápice da festividade era o de Maria Auxiliadora, descrito abaixo:


HINO À MARIA AUXILIADORA

É Maria Auxiliadora, minha estrela, meu amar/

És suspiro de minha alma, desde quando eu soube amar

Deste a hora em que a vida, para mim desabrochou/

Até agora foi Maria que os passos meus guiou/


Doce luz que brilha sempre, quer no riso, quer na dor/

Mar imenso de ternura, grande oceano de amor/

De meu Deus és um prodígio, eu sem ti não viverei/

Até agora foi Maria, na tua luz triunfarei


Salve incauta a juventude, doce mãe do meu Senhor/

Oh proteja a ser lhe amparo, contra o vil nefas terror/

Oh defende a nossa pátria, o Brasil país da cruz/

Oh consola o Santo Padre, doce mãe do meu Jesus



Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 90. 

Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festejos de Maria Auxiliadora - Década de 90. 
Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festejos de Maria Auxiliadora - Meados da Década de 90. 

Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festejos de Maria Auxiliadora - Meados da Década de 90. 

Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festejos de Maria Auxiliadora - Meados da Década de 90. 
Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Guarda de Honra Escolar - Festejos de Maria Auxiliadora - Meados da Década de 90. 

Enquanto a estrutura física da escola, a mesma era composta por 1 diretoria, 1 secretaria, 1 almoxarifado, 1 dispensa, 1 cozinha, 1 banheiro para professores, 1 banheiro para alunos, 1 pátio, 1 espaço para uma quadra que não foi concretizada e 9 salas de aula. Na parte interna da escola havia um grande espaço arborizado para festas e outros eventos que a instituição proporcionava. 


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa dos Professores - Outubro de 1986. 

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa de Conclusão da então Alfabetização - Década de 80.

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa de Conclusão da então Alfabetização - Década de 80.

Foto Acervo - Kairo Mendes
Convite de Formatura do Curso Ginasial - 1967

Foto Acervo - Kairo Mendes

Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa Natalina - Década de 80. 


Foto: Diácono Luiz Carlos
Festa da Páscoa - Início da década de 1990. 

Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa da Páscoa - Década de 90. 

Foto: Diácono Luiz Carlos
Festa Junina - Meados da década de 1990. 

Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa das Mães - Década de 1990. 

Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa das Mães - Década de 1990. 

Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa da Páscoa - Década de 1990. 
Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festividades Cívicas- Década de 1990. 
Foto: Profª Francisca Araújo - Edição: Prof. Paulo Mattos. 
Festa das Crianças - Década de 1990. 

Outro destaque da escola eram seus uniformes. A instituição teve várias versões deles que foram modernizando-se ao decorrer das décadas. As cores oficiais eram vinho e branco. Inicialmente, os homens usavam uniformes no estilo militar na cor caqui e mulheres blusas de tecido tergalisado na cor branca, com o emblema no bolso direito e saia vinho com pregas com detalhe de duas fitas brancas na parte inferior, ambos com tênis totalmente pretos. Na década de 90, havia um uniforme especial usado para as festas e eventos pontuais da escola e do município. 


Foto: Pofª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 70. 

Foto: Pofª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80.  

Foto: Dorinha Kall Fottos. 1978.
Conclusão de turma do ano de 1978.

Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80. 


Foto: Prof. Paulo Mattos. 2001. 
Conclusão de turma da então 8ª Série no ano de 2001. 

Foto: Diácono Luiz Carlos
Uniforme especial. Década de 90.

O brasão e emblema da escola era no formato de escudo e composto pelas as cores amarela, verde escuro, azul e branco em alusão as cores da pátria. Nele, vinha na parte superior as iniciais E. N, referência a Escola Normal, em faixa branca sobre o círculo azul, o nome do município, Uruburetama, e no seu entorno, estrelas. 

Em época de papel hectográfico e mimeógrafo, a escola apresentava uma impecável organização em tarefas escolares e avaliações somativas. Educação Infantil e Ensino Fundamental I estampavam em suas avaliações o emblema escolar pintado a mão com todo zelo, empenho e dedicação dos docentes. A entrega de atividades e retorno das avaliações aos pais e responsáveis pelos alunos também era um destaque e um diferencial que a escola cultivava. Bem como os eventos festivos e datas comemorativas que a escola proporcionava.       


Foto: Paulo Mattos. 2020.
Identidade Escolar - 1984.

Foto: Paulo Mattos. 2020.
Lembrança aos 30 anos de umas das turmas da escola, 
produzida por Cássio Anália (in memoriam)

A escola também possuía uma bandeira na cor vinho e com o brasão ao centro. Outro símbolo marcante era o hino da escola como descrito abaixo:

 

HINO ESCOLA NORMAL

Letra: Carlire Martins
Música: Ismael Pires Chaves

I

Veneremos o homem que luta 
Sempre em prol da virtude e do bem 
E entre seus conterrâneos desfruta 
De um renome que o tempo mantem 

II 

Nesta Escola Normal vamos portanto 
Lembrando sempre alguém que trabalhou 
Por essa terra de beleza e encanto 
Quem por sua honradez muito a elevou 
Tornando a mais ditosa hospitaleira
José Solon Thomé de Oliveira (Bis) 

III 

De entusiasmo nossa alma se inflama 
Entre sonhos de raios do sol e 
Desejamos que a Uruburetama 
Seja um reino de paz e de amor.

IV

Procuremos por meio do estudo
Nosso espírito de sempre a clarar
E que as letras se formem em escudo
Que na vida nos possa amparar

 

Outro grande destaque da escola eram seus desfiles cívicos no mês de setembro. A Escola Normal era uma das escolas mais aguardada pelo o público uruburetamense que se aglomeravam em frente a Praça Soares Bulcão (Praça da Matriz) e principais logradouros do centro da cidade para prestigiar o brilhantismo do corpo discente e docente da escola. 

 

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80.
Na faixa, escrito: "A Escola Normal saúda a pátria!" 
À direita, Dra. Dalva Thomé de Oliveira e ao fundo, a sede da Escola. 


Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80. 

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 70. 

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 70.

Foto Acervo - Década de 70.

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 70.

Foto: Profª Rocilda Pinto - Edição: Prof. Paulo Mattos. Década de 80. 

Foto Acervo - Década de 80. 

Foto: Profª Ildimar Vaz - Edição: Prof. Paulo Mattos. Fevereiro de 1990. 

Durante seus 48 anos de atuação no município de Uruburetama, a unidade escolar possuiu 3 diretores, foram eles: Profa. Iolanda Thomé de Oliveira e Silva (faleceu em 01/09/1975), Dra. Dalva Thomé de Oliveira (faleceu em 03/09/1978) e Prof. José Solon Thomé de Oliveira e Silva que geriu a escola por 25 anos, juntamente com Dra. Cleomar Sampaio de Albuquerque Tomé de Oliveira, (diretora adjunta, faleceu em 29/04/2019). 


Foto: Diácono Luiz Carlos
Dra. Cleomar Sampaio de Albuquerque Tomé de Oliveira (in memoriam), diretora adjunta - Década de 90. 

No 1º semestre de 2002, a escola já não possuía mais convênio com a Prefeitura Municipal e nem com o Governo Estadual, por tais motivos e por iniciativa do diretor escolar José Solon Thomé de Oliveira e Silva, alunos, professores e funcionários realizam uma manifestação pacífica em frente à casa da então prefeita Maria das Graças Cordeiro Paiva, em busca de investimentos educacionais e melhorias para a instituição. Tal ato, gerou insatisfação do Poder Público Municipal e o não investimento na unidade escolar e desconforto em ambas as partes. No 2º semestre do mesmo ano, precisamente no mês de agosto, a escola declara fechamento das atividades educacionais, pondo um triste fim na história da instituição no município. Alunos do Fundamental II matriculados no corrente ano do fechamento da escola foram transferidos para a EEF Paulo Ferreira da Cunha, situado no Sítio Ubatuba e os alunos do fundamental I foram transferidos para um anexo da mesma escola em um outro endereço na rua Cel. João Antônio - Centro, atual prédio do Núcleo Luz e Vida - NEF. Atualmente, o prédio da escola é de propriedade do ex-diretor da mesma, José Solon Tomé de Oliveira. 


Foto: Paulo Mattos. 2020.
Prédio da Escola em 2020.

Foto: Paulo Mattos. 2020.
Foto: Prof. Paulo Mattos. 2020. 
Diretoria escolar e nicho de destaque da imagem de Maria Auxiliadora

Tributo aos Ex-Professores e Benfeitores da Escola Normal José Solon Tomé de Oliveira 

1954 - 2002:

Homenagem Póstuma: Profª. Iolanda Tomé de Oliveira e Silva / Prof. Haussman Ferreira da Cunha / Profª. Margarida Barbosa de Vasconcelos / Mons. José Solon Teixeira / Prof. Paulo Ferreira da Cunha / Profª. Maria Avelanda Pinheiro Holanda / Tenente José de Arimateas Vasconcelos / Profª. Maria Haýdine de Paula (Didi) / Prof. José Moacir de Vasconcelos / Prof. Elizeu Eli Barbosa / Profª Maria Ely Rodrigues Ávila / Profaª Zuila Braga Lessa / Dra. Cleomar Sampaio de Albuquerque Tomé de Oliveira 

***

Prof. José Solon Tomé de Oliveira Silva / Profª Maria Rocilda Pinto / Profª. Dra. Maria Heloína de Araújo Fonteles / Albaniza Olímpia Thomé de Oliveira Silva / Profª Rosian Ferreira Matos / Profª Janete Barroso Castro / Prof. Wilter Gleison David de Sousa / Prof. Francisco Jairon Rodrigues de Sousa / Profª Maria Eliane Pereira Nascimento / Maria Elivanda Ferreira / Profª Francisca Ferreira Sousa Araújo / Profª Flacinéa Sampaio Barros / Profª Marciana de Sousa Fonseca / Prof. Juscelino Barroso Bonfim / Cleire / Profª Fátima Barros / Prof. Deltermar Barros / Profª Fabiana Barros /  Profª Flávia Barros / Profª Celma Marques / Prof. José Pontes / Profª Rita Peixe / Profª Claudia Peixe / Profª Edinete Fonteles / Profª Edinete Pompeu / Profª Helena Viana / Profª Rosineide / Profª Rocilane / Prof. Claudio / Prof. Luciano / Profª Maria Elioneida / Profª Vitória / Prof. João Batista / Profª Maria da Conceição / Prof. Marcos Tabosa / Profª Michelyne Ávila


Texto: Prof. Paulo Roberto Mattos - Colaboradores: Profª Maria Rocilda Pinto, Profª Janete Barroso Castro e Prof. José Solon Tomé de Oliveira Silva. 


Nota: Esse foi mais um árduo trabalho de pesquisa, coleta de relatos, informações e registros fotográficos. Para o resultado final, foram dias de estudos, compilações de pesquisas e acima de tudo dedicação. Com o objetivo de a geração atual e vindoura do município de Uruburetama no estado do Ceará, possam conhecer a sua história local e o grande legado educacional que essa instituição deixou. Também como forma de registro, pois ainda não se tinha nada escrito formalmente sobre a escola, busquei ser o mais fidedigno nos escritos, por fim, como forma de acessibilidade virtual e um desejo pessoal em homenageá-la. O post tem um valor sentimental inestimável para mim. Particularmente, estudei na Escola Normal da Educação Infantil a Ensino Fundamental II, precisamente dos anos de 1990 a 2001, sendo transferido para outra escola do município pois a mesma não possuía mais o Ensino Médio. Foi mais de uma década diariamente nessa escola. Vivenciei momentos que estarão guardados nas melhores memórias afetivas minhas. Construí amizades na escola que as possuo até o momento, como também trabalhei ao lado de ex-professores meus. Devo toda minha formação escolar e educacional a esta instituição, ao núcleo gestor da escola, na pessoa do Prof. José Solon Thomé de Oliveira Silva,  a Dra. Cleomar Sampaio de Albuquerque Tomé de Oliveira, que por inúmeras vezes me incentivou a leitura e a escrita e isso me trouxe muitos benefícios, a minha mãe Profª Rosian Ferreira Matos, que foi ex-aluna (transcorria a escola a pé todos os dias do distrito de Santa Luzia a sede do município) e professora da escola das então disciplinas de Organização Social Política Brasileira - OSPB, Educação Moral e Cívica e Técnicas Comerciais, esta última, lecionou até o seu fechamento, que me auxilou em todos os momentos de minha vida pessoal e escolar como minha professora. Minha justa homenagem e reverência a todos que contribuíram direta e indiretamente nestes 48 anos de funcionamento da escola e a todas as pessoas que tiveram o privilégio de estudar nessa instituição de ensino. Ainda sonho com um país que feche mais presídios e abra mais escolas, não o contrário. Que a Educação seja levada a sério e abra horizontes promissores nas vidas da pessoas. Onde os professores tenham seu reconhecimento merecido dentro da sociedade e onde os gestores dos poderes municipais, estaduais e federais percebam que investir em Educação é investir no crescimento e desenvolvimento das pessoas e do local.     


Abaixo, um link de um dos raros vídeos da Escola Normal disponível em meu canal no You tube. Com um pouco mais de 40 minutos, trata-se de uma Festa do ABC do ano de 1994, no pátio escolar. Vale a pena conferir e relembrar um dos nostálgicos momentos festivos da escola. 



Se você leitor, é de Uruburetama, estudou na Escola Normal e lembra os nomes dos ex-professores e benfeitores da escola que não estão na relação de homenageados acima, por favor, deixe nos comentários que será feito o acréscimo. Também comente sua relação com a escola e suas memórias para que possamos deixar um escrito histórico da instituição. Agradeço a gentileza.  


Quer saber mais sobre a história de Uruburetama? Click no marcador HISTÓRIA LOCAL abaixo. 

Comentários

  1. Meu nome ê Milena, desde criança estudei na escola normal até à 8 oitava série no ano 2001 ,eu tive quê saí pois foi o ano mais triste pois minha mãe tinha partido para o céu ...mas lá na escola normal foi onde eu aprendi muito ,eu fiquei muito triste quando à escola modelo de uruburetama infelizmente tinha fechado, eu gostaria de ver novamente este colégio aberto com várias crianças, jovens Pará quê eu mostra-se para os meus filhos como e lindo a escola modelo de uruburetama mais eu tenho a certeza quê está gravado na minha mente e no meu coração e de todos os meus amigos ficou marcado uma grande história, obrigado meu amigo professor Paulo Roberto 😥😥😥😥

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    1. Verdade minha amiga Milena! Foram momentos escolares e de amizade inesquecíveis!

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  2. Achei muito triste o rompimento da barragem de Mariana porque não só matou muita gente mas como também desmatou uma grande parte da Floresta por lá

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    1. Meu nome é Antônio Jefferson dos Santos Moura sou do primeiro ano A

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  3. No ano de 2020 foi um ano muito esquecível pois nesse ano aprendemos a cozinhar lavar as mãos e usar a máscara nesse ano de 2021 não será diferente pois temos que fazer as mesmas coisas para se proteger da covid-19 por isso fique em casa não aglomera

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    1. Meu nome é José Luan Freitas Teixeira sou do primeiro ano B

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  4. nome: José Luana Freitas Teixeira série: 1 ano B

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  5. 2020 foi um ano histórico para a humanidade por conta da covid 19, mas apesar de tanta tristesa veio um ponto bom. família, minha familia se uniu mais e eu sou grato por isso.

    nome: victor de sousa ramos
    série:1 "A"

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